segunda-feira, 6 de junho de 2011

Insígnia

Até senti-la ida, de fato, não atinara. Aquela outra pele que me ficara por sobre. Veludo de se morar em baixo pra toda vida e mais além. A língua dos astros mais luminosos em mim. Alcançava-me a morte, a pobreza dos dias sozinhos. Derramara-me com vigor o pó do lindo, do deslumbrante. Ela que já ida era como que mais ficasse por não ser exatamente um corpo apenas sua estadia, por não saber unicamente a beijos e sensualidades seu convite a mim. Ela com sua túnica de amenidades, curou meu pileque. Que com a febre de descobrir me abriu novamente as filiais de poder e querer e estar-me inteiro. Ela. Em cuja letra inscrevi mais um diálogo, em cujo som abandonei mais um silêncio, em cuja rede descansei mais uma era. Foi-me arcando de pouquinho e me dizendo fica, dorme, mora, partilha. Eu apenas concordei. J.M.N.

Um comentário:

MARCIA PENNA disse...

LINDO. ADOREI SEU TEXTO.