segunda-feira, 9 de maio de 2011

Perguntas de Ontem XX

O que fazer com essas perguntas? Como defender conquistas sabendo que tudo vaza e se esvai? Lentamente as bocas silenciam. Esse ritual perpetue de esquecimento e tardes infelizes. Nas manhãs em que éramos, acontecia de tudo. Mil palavras significavam a mesmíssima coisa enclausurada. Uma fúria terçã dentro dos significados. Depois de irmos um do outro, este silêncio. Esta vida desamparada das palavras. J.M.N.

Pergunta de Ontem: O que farás para que tuas palavras sejam ouvidas?

9 comentários:

Wagner Dias Caldeira disse...

Uns irão se matar, pois sabem que é muito mais cômodo ouvir um morto. Outros adoecerão, e quem entender que entenda. Outros tomarão a palavra de outro como se fosse seu próprio discurso - forma miserável de falar.

Eu prefiro uma amizade de décadas e que pretende durar mais alguns séculos. Nas esquinas dos dias, de vez enquando uma palavra supostamente olvidada escapole entre uma certeza fraca e uma piada contada. Aí o amigo a acolhe, como uma fina flor de entranhas.

Anônimo disse...

já tentei gritar, já tentei enviar cartas, falar baixinho, sussurrar até. Tentei que tudo que magoou virasse apenas um risco no tempo maravilhoso que passamos. Porém foi tudo em vão.

Acho que agora vou tentar o silêncio.

Lívia

Anônimo disse...

"Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, podia-se com alívio jogar a palavra fora. Mais aí cessa a analogia: a não palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é ler distraidamente.".
(Clarice Linspector, Para não esquecer, 1985, p. 41)


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador.".

(Clarice Linspector, A descoberta do mundo, 1984, p. 191)

Anônimo disse...

Farei o que sempre fiz: direi o que tenho pra dizer e esperarei resposta, caso venha terei mais o que dizer, caso não, verei se fico puta ou calada.

Lilian

Anônimo disse...

Nada.Não vale a pena.

Anônimo disse...

Ao(a) anonimo acima: tudo vale a pena se a alma nao e pequena.

Ed

Anônimo disse...

Vou repetir sempre. Rsrs

Mia

Isolda disse...

Ousaria silenciar, mas mais vidas desamparadas de palavras me fizeram querer ir além.Desejo que as minhas e as tuas palavras sejam ouvidas com o coração e com a alma. Para que elas seja realmente ouvidas, basta serem ditas com verdade. E pode-se dizer apenas com o olhar.

Anônimo disse...

Volto aqui e desejo sim que minhas palavras sejam ouvidas, sempre, muitas vezes. O que farei?
Direi em alto e bom som: sou apaixonada pela vida e pelas pessoas ue me cercam.

Flávia.

P.S. Estás em falta!!!