quinta-feira, 17 de setembro de 2009

em respeito ao teu segredo

... decidi escrever mais estas linhas. que a dor do teu dia nos aproxime. tu ai neste semblante muito avexado, com coisas meias à porta de saída e eu aqui, risos maltratados no escuro dos meus bolsos. decidi que és minha ainda, como gertrudes que nem flores são, como gametas que se nos destinam espécie e males. e antevejo sorte neste desencontro, pois quando do amor, arrebatamos nossos filhos fictícios. já sabes: esperas são os ensaios do infinito e a porta escura ainda não nos foi aberta. ouso em nome disso aliterar minhas verdades: há encontros luminosos la em marte. depois do chiste, note que a tarde é uma espécie de matriz. que retoca o desdizer destes meus passos e apreende o então dos teus finais. cumpre dizer que o tiro foi com a intenção devida e minha esquina ainda dobra com tuas pernas. venho aqui para afanar tua identidade e finalmente ter com que me reconhecer. j.m.n

7 comentários:

Ana Clara disse...

"Venho aqui para afanar tua identidade e finalmente ter com que me reconhecer."
... e sigamos encarando as cabeças de inseto.
Te amo.

J.Mattos disse...

Ai Clarice... que ofícios ardilosos nos deixaste.
Companhia eterna... Sabes disso.

Beijo.

J.Mattos

Laíse disse...

Ah, ontem lembrei tanto da nossa inesquecível quarta-feira... Queria a companhia de vcs... Tão bom se sentir compreendida! Saudades

Laíse disse...

O novo post da Clara chama-se "quarta"...

J.Mattos disse...

Fale Lalá,

Quando vieres para o Círio marcamos mais uma daquelas.

Beijos grandes,

J.Mattos

Anônimo disse...

Adorei suas linhas,belas palavras..."venho aqui para afanar tua identidade e finalmente ter com que me reconhecer",profundo, é como uma mulher ter identidade secreta.


Hellem.

J.Mattos disse...

"Mas que isso [...] é ter segredos em comunhão com a saudade, onde todos os nervos falam a língua daquilo que não somos, o medo daquilo que extinguimos, a voz daquilo que adoramos. Minha história só é algo quando interpreto aquelas letras que te nomeiam."

Ótimas interlocuções... Tô gostando.

J.Mattos