terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cinco razões para o perdão (IV)

Não foi intrigante. Não foi abissal. Foi uma ruptura e tão somente. Regada a maledicências, projeções e um horror de fingimentos de asco e repulsa. Esteve morta por uns minutos e logo surgiu ilhada. Intrafegável na zona morta que era sua estatura, sua propriedade das coisas do submundo. Uma vilã imperdoável. Apertava os punhos para guardar suas violências e disparava contra os olhos uma carga desmedida. Um consórcio de verbos e imposições que bem poderiam ser para si mesma. Mesmo dura, era bela. Já que não havia bibliotecas em suas palavras, acrescentou que tinha nojo. Fez cara de nojo. Mas saiu do apartamento pronta para retocar a maquiagem como se nenhuma revolta molecular pudesse corromper sua insanidade. J.M.N

Um comentário:

Roberta Vale disse...

Impressionante! Muito forte e incômodo...

Beijos,

Beta