segunda-feira, 14 de setembro de 2009

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Para além de Ceuta com seus dois céus e as histórias de conquista e coragem, partamos. Os olhos desabrigados, falindo em desventuras e coisas pontiagudas. Os barcos ao longe me lembram o velho Amazonas e suas trilhas d’água. Saudades dos portos conhecidos e dos desconhecidos caminhos a que pertenço. Se vou adiante atrevo-me num mundo que nunca me quis e se ficar, posso até esquecer de onde vim. Qualquer vento, por favor! É um pedido justo já que estou no limite. Ela voltou com água e docinhos estranhos. Deu-me um beijo e segurou a minha mão, Vamos? Me disse lenta. Eu fui. Ao longe, no outro lado dos estranhamentos, Gibraltar e a pungente existência dos amores e medos. Ainda tinha a certeza do amanhã no entrelaçar de mãos. Há terras que ainda ficarão desconhecidas e coisas em mim que nunca mais deixarão de existir. Como ela. J.M.N

3 comentários:

Anônimo disse...

Tocante!Suas palavras aquecem o coração.Nossa! parece a busca pela metade da laranja,da existência da alma gêmea,uma extensão da existência do ser completa no outro.Lindo mesmo.




Hellem.

Laíse disse...

Virei fã, viu? (Laíse/Lalá/Heimat/amiga da Clara - tua prima)

J.Mattos disse...

Bastava Lalá, né?

Não esqueço os amigos.

Venha sempre. Duvide, critique e fale pras pessoas se achar que deve.

Aquele nosso papo na Walda, ficou pra história...

Beijo grande.

J.Mattos