segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu jamais saberia realmente o que dizer

Trouxe de longe seu ar de encontro e ousadamente me perguntou sobre as coisas que mais tentava evitar. Ela surgiu no apagar de muitas luzes, em meio a uma semana desajeitada e sozinha. Correu seus metros em raia própria. Aderindo a um lugar em mim que eu já não reconhecia e me atraiu tantas boas lembranças e tantos risos que ainda hoje pressinto sua chegada como fosse o regular impacto que se nos causam as coisas boas, as coisas adoráveis. Estranha esta lembrança assim tão predestinada, tão rítmica e consistente. Era para ser um alguém apenas. Uma pessoa a mais. E, no entanto, reformulou o sentido de inércia que meu trem tomara. Atualizou instâncias desorganizadas e tão instintivas quanto puras. Não era para ser mais que uma lembrança, entrementes, soa como um passado inteiro. Onde algures eu perdi minhas botas, onde cedo demais eu encontrei meu destino. Onde, talvez, sem saber o que resumir desta minha história retalhada, eu apenas diga que foi ela quem mais iluminou a noite daquele dia. J.M.N.

E voltei para casa ouvindo isso

Um comentário:

Laise disse...

Fiquei... nao, estou! emocionada.E hoje, tanto tempo passado, és tu quem vem me alumiar a noite dessa semana que já começara desajeitada. Que a profunda delicadeza de tuas palavras me acompanhem os dias... espero!