sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Na memória dos postais

Dentro das linhas apenas o nome e a mensagem curta que atravessou mares e desertos para iluminar uma manhã nublada. Ademais, apenas o endereço onde chegar. De um lado a letra reconhecida de quem mora dentro da gente com a mesma importância orgânica de quem já se foi há muito. Do outro lado uma foto, um centésimo de segundo - tempo e luz de algum lugar. Uma mistura única entre a poesia da imagem que descreve pertencimento e faz viver, novamente, a textura e as vozes de um tempo congelado num cartão postal. A gente fica olhando aquilo. Olhos na foto, dedos nos sulcos delgados da escrita. Lembrando de quem possui aquela letra e tem o poder de nos deter todas as vezes que apanhamos no fundo da gaveta, a tal lembrança enviada de longe. É um correr sem amarras dentro do peito. É viver feliz e sem tempo, no mesmo instante em que se percebe que tudo agora tem o cheiro da memória. J.M.N.

3 comentários:

Andrezza Fonseca disse...

AHHH!!! Lindo , amei esse!

Andrezza

Anônimo disse...

Ei minha amiga... Saudade imensa.

Anônimo disse...

lindo, lindo. muito bom poder ler coisas assim na web.

Bjs,

Lu