terça-feira, 14 de outubro de 2008

Fogos na noite

Apoxima-se o primeiro e único aniversário daquela noite. Nosso templo de renascimento, onde até o céu aquilatou suas cores e pendeu sobre nosso abraço satisfeito, transformado em sucessivas explosões.

Os fogos do Círio anunciaram nossa chegada como os primeiros amantes da fantasia de fé que se encerrara para os demais, mas que se firmava entre nossos beijos e as cantilenas de adoração e encontro. E naquele preciso momento, também os fogos inauguraram a nossa existência paralela.

Naquela noite houve lágrimas e êxtase, e a entrega ofegante de um encontro por ambos desejado. Naquela noite em que findamos nossa entrega na mesma hora em que o céu inaugurou suas cores fictícias, a sensatez deu um passo atrás e a esperança pela eternidade declarada se instalou como uma promessa inquebrável.

Inquebrável?

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